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A ação favorece a sorte

Eu sempre gostei de sonhar acordada. Desde muito nova, ficava deitada na cama olhando para o teto e planejando tudo que eu gostaria de fazer na minha vida. Se tivesse uma viagem, imaginava os mínimos detalhes: os lugares que eu iria visitar, a culinária, os pontos turísticos e as pessoas que eu gostaria de encontrar. Acho que essa é a parte que eu mais gosto, a sensação boa e a expectativa de que algo novo vai chegar e até hoje faço isso.

Foi assim também quando eu comecei a pensar na minha carreira. Existia um incomodo, mas eu não sabia o que fazer com ele. Ficava doente direto, não cuidava da saúde e sentia um cansaço enorme. Levantar da cama na segunda era triste, a sensação que eu tinha era que estava sob efeito de calmante para dar conta.

O ano era 2018, sem saber para onde ir, comecei a estudar sobre felicidade no trabalho. Parecia algo distante demais porque eu acreditava que existia apenas um formato de trabalho: empresa, patrão, salário, benefícios e mesmo que isso custasse a minha saúde, eu tinha que aguentar para pagar as contas. Mas eu comecei a prestar atenção nos sinais que meu corpo enviava dizendo que estava na hora de desacelerar, que era possível ter uma vida mais leve e um trabalho com mais sentido.

Uma coisa sempre martelava: será que sou a única pessoa que se sente assim? Até que dei de cara com uma frase do Filósofo australiano, Roman Krznaric, em um dos seus livros.

“Nunca um número tão grande de pessoas sentiu tanta insatisfação com a vida profissional e tanta incerteza sobre como resolver o problema”

Roman Krznaric, Fundador da School of Life

Fiquei perto do Roman Krznaric, quando ele esteve no Brasil dando um treinamento na Casa Firjan. Eu já tinha lido o livro Sobre a arte de viver e ele estava lançando o Carpe Diem.

A pessoa na primeira fila
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Saí de lá super impactada e no dia seguinte voltei para uma Masterclass com ele sobre como encontrar o trabalho da sua vida. No caminho para o antigo trabalho, comecei a planjear o que eu faria dali em diante. Não dava mais para viver na matrix.

Na semana seguinte eu já estava matriculada num MBA sobre Liderança e Coaching, comecei uma formação em Coaching de Carreira e não parei mais. Fui a todos eventos e palestras que surgiam. Estudei sobre autoconhecimento, carreira e escrita afetiva.

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Tudo que eu aprendia, aplicava na minha carreira. Foi a virada de chave. Em 2019 já estava certa que não queria mais trabalhar como CLT e fazer gente rica ficar mais rica. Eu queria ter um trabalho onde eu pudesse ajudar outras pessoas a virarem a chave e também encontrar o trabalho dos sonhos.

Fiz um evento só para mulheres, convidei duas amigas que também atuavam no RH e num sábado lindo botei a cara no sol. Esse evento foi a confirmação que eu estava buscando: é possível ter um trabalho que eu amo.

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Dali em diante eu organizei minha vida, comecei a trabalhar em paralelo, escolhi a data para pedir demissão, treinei minha substituta, abri uma empresa e ajudo pessoas a encontrarem o trabalho dos sonhos. Já são mais de 145 pessoas que passaram pela mentoria de carreira.

Fácil? Nem um pouco. Possível? Com certeza.

É uma jornada, é pedir licença a tudo, sem culpa e olhar para si mesmo. Reconhecer seus dons e talentos. E como diz Aristóteles: Quando as necessidades do mundo e seus talentos se cruzam, aí está a sua verdadeira vocação.

No café de hoje, compartilhei um pouco a minha história em busca do trabalho dos meus sonhos. Te convido para uma jornada, em busca da sua carreira com propósito que vai começar no dia 04 de Outubro. As inscrições estão abertas e você pode garantir a sua aqui.

Beijo no ♥

Ticy